segunda-feira, 12 de março de 2012

A bombomzuda

Ela é toda “uda” pernuda, bunduda, barriguda, bocuda, olhuda. Uma mulatuda. Fala tão alto que todo dia me acorda (sim, eu durmo no ônibus. Do momento em que sento até o momento em que a bombozuda entra no coletivo, eu durmo mesmo de babar)

A criatura já entra no ônibus gritando um “bom dia, ném!” bem meloso pro cobrador e motorista. Quando está “cazamiga”, então... Infinitamente pior. Ai elas todas conversam no mesmo tom e, vez ou outra, existe uma disputa pra ver quem fala mais alto. Quem sofre? O resto inteiro do ônibus, que ou tenta dormir, ou ler, ou simplesmente curtir sua viagem em silêncio. Imaginem, a pessoa já está naquela lata de sardinha e ainda tem q ouvir a bombomzuda contar das suas peripécias sexuais da noite anterior com o marido (ou namorado- ainda não descobri) argentino!

Sim, já sei o nome de várias posições graças à bombomzuda. Sim, já sei que dá pra usar um monte de utensílios pitorescos na cama (“gatam, se vc colocar uma bala halls na perseguida e ligar o ventilador, vc vai gemer sem sentir dor!”). Ah, eu também já sei o tipo de calcinha que ela gosta. Você pensa que ela descreveu a peça íntima aos berros no ônibus? Não. Ela fez pior. Bem pior! Ela mostrou. Sacou uma da bolsa e disse assim pra amiga: “Aqui ném. É assim que gosto. Só uso assim. Bem fininha no lado e bem pequenininha, enfiada na bunda!” Foi nessa hora que o ônibus inteiro olhou pra trás. Ah sim, esqueci de dizer que, seja de pé, ou seja sentada, a bombomzuda só anda na parte de trás do ônibus.

Depois da descrição da calcinha a única coisa que me veio na cabeça foi: aquela bando de banha caída por cima e a calcinha se perdendo no meio daquele monte de carne. Céus...

Bombomzuda é o exemplo maior da minha dor e delícia. Me divirto horrores com ela, mas, ao mesmo tempo, sofro querendo dormir, ou não querendo ter q ouvir o que ela andou aprontando com o bofe dela.

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