quinta-feira, 22 de março de 2012

Alguém enfim conseguiu demonstrar como me sinto!

Olha que lindo que publicaram no Facebook. Teve gente lembrando de mim na hora, né não, Diogo Reis! Imagina quem está lá dentro, bem no meião! Sou eu qnd pego o coletivo às 17 horas! Obrigada, Salineira por me proporcionar essa Sauna, com agradável odor de cecê (bem aprecido com cebola, by the way!) e uma trilha sonora encantadora ( que varia entre funk e hinos evangélicos!) Obrigada também por me proporcionar esse calor humano e por estar tão perto assim do próximo. É quase uma passagem bíblica que enfrento todos os dias. Nem minhas aulas de religião na escola foram tão boas nesse ensinamento de amor ao próximo!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Tem Isqueiro ai?!

Segunda feira de manhã já é uma situação ridícula por si só. O mau humor está correndo solto pelas veias de todo mundo (ok, de todo mundo pode até ser exagero, mas de uma galera grande, com certeza!) e, mesmo sem motivo, ta todo mundo de cara feia.
Eu, além da segunda feira, tive um outro ótimo motivo pra ficar de bico hoje: dormi, perdi o ponto e acordei no ponto final, com o cobrador me cutucando e falando:c”olega! Colega1 Chegamos no ponto final.” Grrrrrrr... Q ódio de mim! Pior que acordei uma meia hora antes, vi onde estava e pensei: ainda está longe, vou dormir mais um pouquinho. Pronto, foi o que precisava pra cair em sono profundo de novo!
Mas não era disso que queria falar. No belo Jardim Esperança, eu ainda estava acordada e presenciei uma cena digna de programas de humor. Todos no ônibus estavam emburrados, afinal era segunda feira antes das oito da manhã, num coletivo lotado. Não bastasse isso, tinha uma infeliz que estava com o som ligado sem os fones ouvindo um pancadão daqueles de alto nível (enfia aqui, rebola ali, chupa lá...) Até que um ser, desses mais enfezados que o normal, foi até a sujeita e disse: - Você tem isqueiro ai? estou louco pra acender um cigarro.
A funkeira fez a ofendida: - Mas aqui não pode fumar! Tá pensando o quê?!
E o homem brilhantemente retrucou: é proibido fumar, do mesmo jeito que são proibidos os aparelhos de som, tipo esse que você está usando para aterrorizar a nossa viagem.
A sujeita ofendida sem muitos argumentos e a menor classe respondeu: - Ah, vá se fuder!
Enquanto isso, o homem ganhou apoio do povo do ônibus, que junto com ele começou a reclamar da música,até a mulher sem classe resolveu tirar a música, garantindo a todos uma viagem tranqüila.
Palmas para o homem que conseguiu de forma inusitada reclamar a fazer valer seu direito de tranqüilidade.
Quando eu digo que não tem como não amar a Salineira, vocês acham que é brincadeira minha. Onde mais eu presenciaria uma cena tão hilária?!

segunda-feira, 12 de março de 2012

A bombomzuda

Ela é toda “uda” pernuda, bunduda, barriguda, bocuda, olhuda. Uma mulatuda. Fala tão alto que todo dia me acorda (sim, eu durmo no ônibus. Do momento em que sento até o momento em que a bombozuda entra no coletivo, eu durmo mesmo de babar)

A criatura já entra no ônibus gritando um “bom dia, ném!” bem meloso pro cobrador e motorista. Quando está “cazamiga”, então... Infinitamente pior. Ai elas todas conversam no mesmo tom e, vez ou outra, existe uma disputa pra ver quem fala mais alto. Quem sofre? O resto inteiro do ônibus, que ou tenta dormir, ou ler, ou simplesmente curtir sua viagem em silêncio. Imaginem, a pessoa já está naquela lata de sardinha e ainda tem q ouvir a bombomzuda contar das suas peripécias sexuais da noite anterior com o marido (ou namorado- ainda não descobri) argentino!

Sim, já sei o nome de várias posições graças à bombomzuda. Sim, já sei que dá pra usar um monte de utensílios pitorescos na cama (“gatam, se vc colocar uma bala halls na perseguida e ligar o ventilador, vc vai gemer sem sentir dor!”). Ah, eu também já sei o tipo de calcinha que ela gosta. Você pensa que ela descreveu a peça íntima aos berros no ônibus? Não. Ela fez pior. Bem pior! Ela mostrou. Sacou uma da bolsa e disse assim pra amiga: “Aqui ném. É assim que gosto. Só uso assim. Bem fininha no lado e bem pequenininha, enfiada na bunda!” Foi nessa hora que o ônibus inteiro olhou pra trás. Ah sim, esqueci de dizer que, seja de pé, ou seja sentada, a bombomzuda só anda na parte de trás do ônibus.

Depois da descrição da calcinha a única coisa que me veio na cabeça foi: aquela bando de banha caída por cima e a calcinha se perdendo no meio daquele monte de carne. Céus...

Bombomzuda é o exemplo maior da minha dor e delícia. Me divirto horrores com ela, mas, ao mesmo tempo, sofro querendo dormir, ou não querendo ter q ouvir o que ela andou aprontando com o bofe dela.

Que infortúnio pegar essa Salineira todo dia!

Esse blog tem como principal função me ajudar a dividir com vocês todos perrengues, estresses, e bizarrices que só a Salineira pode me proporcionar. Via hope garden é a tradução (pra ficar mais chique em inglês) de via jardim esperança o trajeto mais longo e mais cheio de gente estranha do mundo inteiro.

Depois que Búzios entrou na minha vida, encaro a Salineira e todas as suas mazelas (incluindo a galera que pega o coletivo ouvindo funk e hinos de louvor sem os malditos fones) e isso me fez acumular algumas histórias, no mínimo, peculiares.

Aqui reunirei as melhores (ou piores. Dependendo do ponto de vista) histórias colhidas durante as viagens, sempre com uma pitada de bom humor. Afinal, só com muito bom humor pra aturar toda a estrutura que a Salineira oferece.